17 de May de 2012

Diário de viagem – Pequim II

 

Após o dramático texto de ontem fui  “convidado” a conhecer um hutong aqui em Beijijng (Pequim)… Uma parte, digamos, mais natural da cidade poupada da voracidade imobiliária, tão antiga quanto os antigos pagodes, cujos becos ainda escondem o velho jeito do proletariado habitar; espaços minúsculos compartilhados entre muitos…

 

 

Mesmo  com o bem vindo comércio “moderninho”,  um mix de vila Madalena e Nolita, pude vivênciar nesse hutong uma cidade mais real e próxima. A escala volta a ser 1:1 e eu circulo feliz por ali.

 

 

Já que falamos de escala, estive hoje na cidade proibida, por muito tempo proibida ao cidadão comum e depois proibida para a família imperial por Mao, o bom da China até hoje. Noto que o homem sempre adorou escalas monumentais apesar de sentir-se inseguro e oprimido diante desses espaços.

 

 

De qualquer forma o conjunto de construções e belíssimo e, não fosse a turba de turistas alucinados dando a sua contribuição para destruir o melhor que o homem criou, me sentiria um imperador, até porque aparentemente só ele se divertia!

15 de May de 2012

Diário de viagem – Pequim I

 

Por Arthur Casas

Para se entender uma cidade invariavelmente faz se necessário conhecer seu  código genético. Já em 1965 Cristopher Alexander  em seu cult book ” a cidade não e uma arvore”  distinguia as cidades em naturais e artificiais…. Entende se por ” naturais ” aquelas que cresceram espontaneamente ao sabor das necessidades dos seus concidadãos como  Milão , Londres ou são Paulo. Já as cidades planejadas como Brasília ou Chandigarh seriam as cidades ” artificiais”. Onde se encaixa Beijing (Pequim)?

Não acredito na qualidade de cidades onde não há pedestres, vida urbana, esquinas, latas abarrotadas de lixo no fim do dia! Incluo Los Angeles e Brasília (sob vaias!) e agora Pequim ,um híbrido “natural ” e sobretudo, “artificial”……deu certo?  Não consigo admirar a tal da arquitetura autoral, cuja proposta  é trazer algum interesse a  cidades sem interesse, nem tampouco longas e largas avenidas criadas para “rasgar” nosso gps…

De qualquer forma, após uma maçante manhã conhecendo sofríveis empreendimentos residenciais, vou dar uma volta por aí e tentar melhorar minha opinião até agora…

14 de May de 2012

Um abrigo, um conceito

 

Um abrigo inflável é a proposta de Lambert Kamps ao criar a Cozy Shelter.

 

 

A estrutura se assemelha muito a uma trincheira de sacos de areia, e que tem o interior ainda mais contrastante por ser revestido com cobertores aconchegantes e coloridos.

 

 

É um conceito criativo e inusual, mas a finalidade não parece precisa. De qualquer maneira, o abrigo integra a exposição Design World no Design Museum de Helsinki, na Suécia.

 

 

O estúdio de arte e design de Kamps fica em Groninga, província ao norte dos Países Baixos.

 

 

via Raphael França