Após o dramático texto de ontem fui “convidado” a conhecer um hutong aqui em Beijijng (Pequim)… Uma parte, digamos, mais natural da cidade poupada da voracidade imobiliária, tão antiga quanto os antigos pagodes, cujos becos ainda escondem o velho jeito do proletariado habitar; espaços minúsculos compartilhados entre muitos…
Mesmo com o bem vindo comércio “moderninho”, um mix de vila Madalena e Nolita, pude vivênciar nesse hutong uma cidade mais real e próxima. A escala volta a ser 1:1 e eu circulo feliz por ali.
Já que falamos de escala, estive hoje na cidade proibida, por muito tempo proibida ao cidadão comum e depois proibida para a família imperial por Mao, o bom da China até hoje. Noto que o homem sempre adorou escalas monumentais apesar de sentir-se inseguro e oprimido diante desses espaços.
De qualquer forma o conjunto de construções e belíssimo e, não fosse a turba de turistas alucinados dando a sua contribuição para destruir o melhor que o homem criou, me sentiria um imperador, até porque aparentemente só ele se divertia!










