Arthur Casas

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22 de março de 2012

Cidades bioluminescentes

Tags: Arquitetura, Energia, Sustentabilidade, Tecnologia

Por: Maria Eugênia Mourão

 

Imagine sua cidade toda bio-iluminada, sem custo para o meio-ambiente!… Essa é a proposta que vem surgindo no cenário da inovação arquitetônica e urbanística. Como o caso acima do projeto Bioluminescent devices for zero-electricity lighting [Equipamentos bioluminescentes para luz com custo zero de eletricidade].

 

 

Na mesma linha de pensamento estão os cientistas da UC San Diego, ao criarem o pixel biológico, isso mesmo, uma placa bioluminescente bacterial. Chamada por eles de “sinal de neon vivo composto por milhões de células bacteriais, que brilham periodicamente em uníssono como uma luz piscante.” Para funcionar foi preciso anexar proteína fluorescente no “relógio” da bactéria, sincronizar os relógios de milhares de bactérias num a colônia, depois sincronizar milhares de colônias para piscar em uníssono.

 

 

Há alguns anos a equipe se deparou com a ideia de “metrópole bioluminescente”, na qual organismos que emitem luz poderiam ser usados para suprir, ou até suprimir, as fontes existentes de iluminação da cidade.

 

 

Como ampliar o evento do Newnes Glow Worm Tunnel para a escala de cidade. Foi observando o trabalho de Liam Young, que certa vez propos a criação de placas bacteriais, telas vivas que, como esquilos se alastrariam pela cidade para habitá-la. Elas se hospedariam em árvores como ornamentos de LED e brilhariam sempre que houvesse notícias ou (pior) propaganda para mostrar.

 

 

Devaneios mirabolantes à parte, a pergunta é: poderia essa visão de metrópole bioluminescente ter cabimento no mundo real? Os cientistas acreditam que sim, dizem que algo dessa bioluminescência poderia ser aplicada, até conseguir produzir ervas-daninhas superluminosas, mas não se pode deixar de contar com a imprevisibilidade das interações das bactérias com o ambiente, mesmo que alteradas geneticamente.

 

 

Por outro lado a bioluminescência já existe na natureza, veja o vídeo acima com ondas bioluminescentes na Austrália. No mais, é sonhando alto que se produz novas realidades!…

via Raphael França, M. Eugênia M.