29 de August de 2011

Rem Koolhaas, Sesc PompéiaRem Koolhaas, Sesc Pompéia

 

Koolhaas veio ao Brasil para a abertura da exposição na Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi, em São Paulo. O próprio, Paulo Mendes da Rocha e a equipe Sanaa terão suas obras expostas no espaço em 2012.

Aproveitando a visita, Rem Koolhaas, , Hans Ulrich Obrist e Petra Blaisse deixaram um pouquinho de seu conhecimento no teatro do Sesc Pompéia, semana passada.

Petra, a primeira a se apresentar, encantou o público com suas obras contemporâneas e idealistas. A artista tem um partido de colocar um pouco de emoção, sentimento e força em tudo que faz. Com exemplos de jardins que atravessam áreas externas e penetram nas casas, guarda-chuvas que desenham com vazios delimitados as pessoas que os carregam e janelas que transformam formas em personagens dentro da casa, ela evidencia seu objetivo de criar uma conexão entre o interior e exterior, independente do objeto.

Koolhaas, a grande estrela do evento, falou de sua trajetória como arquiteto, como as idéias e o amadurecimento profissional foram se formando  concomitante com a análise econômica do período. Sobre São Paulo, Koolhaas se absteve de opiniões. “Sou um intelectual. Não posso dar respostas sobre impressões.” Ele alega não ter conhecido a cidade o suficiente para poder expressar seus pensamentos, no máximo  se diz impressionado com as semelhanças entre cidades como Jacarta, na Indonésia, Manila, nas Filipinas, e Lagos, na Nigéria.

Definitivamente o ponto alto da palestra foi o momento em que o arquiteto contou que seu interesse pela arquitetura nasceu quando viu fotos de Brasília, na revista Time, quando era criança.

Hans Ulrich Obrist, um dos curadores de arte mais renomados do mundo, pecou levemente no encantamento em relação ao público. Tanto na introdução de Petra e Koolhaas, como na sua própria apresentação, manteve a linha direta e rápida do estilo suíço.

“Os arquitetos brasileiros são heróis.”

Rem Koolhaas